A GAROTA QUE BEBEU A LUA (Kelly Barnhill)

Que livro mais lindo. Me apaixonei.
A garota que bebeu a lua é um livro infanto juvenil, mas vai encantar leitores de qualquer idade, pois é uma história cheia de magia e fantasia.

Tudo começa numa cidadezinha chamada Protetorado onde uma vez por ano um bebê precisa ser deixado na floresta como um sacrifício a uma bruxa. Todos os anos o bebê mais novo é levado por um grupo chamado de Conselho dos Anciãos e é deixado no meio da floresta. Eles acreditam que o sacrifício impede a bruxa de atacar a cidade e causar a destruição. O povo do Protetorado é um povo entristecido, todos os anos uma família perde um de seus filhos, mas a maioria entrega a criança de bom grado, pois sabe que o sacrifício é necessário para manter a cidade longe da malvada bruxa.

A historia começa com o Conselho indo busca a bebê que será sacrificada naquele ano, mas a mãe da bebê se recusa a entrega-la. A mulher tenta de tudo, mas a criança é arrancada de seus braços e é levada para a floresta. A mãe não suporta a dor,  enlouquece e acaba sendo trancada numa torre. Junto com os Anciãos esta Antain, um jovem aprendiz, que fica chocado com o fato de terem deixado um bebezinho sozinho no meio da floresta.

Na floresta a bebê é resgatada por uma bruxa chamada Xan que não entende porque os moradores daquele lugar abandonam seus bebês. Sim, Xan é uma bruxa, mas não é má, na verdade não existe bruxa malvada que exige crianças como sacrifício, isso é uma lenda na qual o povo do Protetorado acredita. A bruxa Xan sabe que todos os anos naquela data uma criança é abandonada no meio da floresta,  e ela pega a criança para evitar que ela seja devorada pelos animais da mata. Xan leva essas crianças para as cidades livres e as entrega a famílias que as criam com amor e dedicação. 

"Todos os anos, um bebê é abandonado na floresta, em um mesmo lugar, para morrer. Todos os anos eu levava o bebê pela floresta para uma nova família que o amaria e o manteria em segurança. Cometi o erro de não ser curiosa. Cometi o erro de não questionar. Mas a tristeza pairava sobre aquele lugar como uma nuvem, e eu saia de lá o mais rápido possível"

O trajeto da floresta até as cidades livres leva alguns dias e Xan precisa alimentar os bebês, então ela costuma erguer sua mão para o céu, tocar uma estrela e deixar a criança beber a luz estelar. As crianças que são alimentadas com as estrelas são chamadas de crianças estelares e elas ganham bondade, generosidade, amor e todos os sentimentos bons aumentados. Elas não ganham poderes mágicos, mas se tornam especiais. Porém no caso da bebezinha que foi arrancada a força da mãe, Xan comete um erro. Ela pretendia alimentar a criança com a luz das estrelas, mas ao erguer a mão para o céu acaba, por acidente, pegando a lua. Quando percebe o erro a criança já havia bebido muito da luz do luar. 

Diferente da luz das estrelas, a luz do luar é perigosa, pois ela embruxa a pessoa que a bebe. Xan percebe que a criança bebeu uma quantidade muito grande, o que significa que ela terá muito poder. Sendo assim ela não pode entregar uma criança com poderes mágicos para uma família criar, então decide que ela mesma vai criar a menina e ensina-la tudo sobre magia.  A menina recebe o nome do Luna e Xan sabe que uma criança com poderes mágicos tão grandes pode ser um perigo para ela mesma e para os outros.

O livro é uma graça. Acompanhamos Luna vivendo com Xan e com seus amigos, como um monstro do pântano e um dragão. Além disso, também acompanhamos o que esta acontecendo no Protetorado, Antain cresce, mas nunca esquece do dia em que deixou um bebê sozinho na floresta, ele também não esquece da mãe da criança gritando enquanto sua filha era arrancada de seus braços. Enquanto isso, todos os anos, uma criança continua sendo deixada na floresta e aos poucos vamos descobrindo a verdade por trás disso tudo.

"Conhecimento é realmente um poder terrível"







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