Resenha: O DESPERTAR DO PRÍNCIPE (Colleen Houck)

           "A eternidade é um tempo longo demais para não se ter alguma coisa para lembrar"            

Sou meio suspeita para falar de livros que abordam mitologia, seja ela grega, romana, egípcia, nórdica etc. Amo de paixão e esse livro me cativou logo de cara.

O Despertar do Príncipe é o primeiro de uma trilogia que conta a história de uma garota de 17 anos chamada Liliana, ou simplesmente Lily, que vive uma vida de luxo. Lily mora com os pais super ricos em um luxuoso hotel no centro de Nova Iorque, só usa roupas e acessórios de grife e recebe uma gorda mesada, mas nem por isso ela é uma garota metida ou esnobe. Apesar da vida aparentemente boa, Lily sofre por não ter muitos amigos e por não 
ter tantas liberdades de escolha. Os pais são super rigorosos, além de exigirem notas altas na escola, eles querem escolher a carreira que ela vai seguir e ainda por cima a garota só pode fazer amizade com quem eles aprovem.

Um belo dia Lily esta no Museu de Nova Iorque, onde costuma ir com frequência, e acaba indo para uma seção reservada para poder ler em paz, mas de repente escuta barulhos estranhos. Lily segue o barulho e acaba encontrando um sarcófago vazio, a principio ela pensa que é parte de uma nova exposição egípcia que o museu fará, mas de repente eis que ela se depara com uma múmia.  

Não é múmia como estamos acostumados a ver nos filmes, com aquelas faixas e tal, a múmia que Lily encontra tem aparência humana, e boa aparência diga-se de passagem.  A tal múmia se chama Amon e ele esta completamente perdido, não era para ele ter despertado no meio de Nova Iorque, ele deveria acordar no Egito para se preparar para o ritual de alinhamento dos planetas.

"O Deus Seth exige que três jovens de sangue real sejam sacrificados a ele para lhe servir eternamente na vida após a morte. Caso contrário, ele jura que fará chover destruição sobre todo o Egito."

Amon percebe que no sarcófago em que despertou não estão seus vasos canópicos. No Egito antigo durante o processo de mumificação os órgãos da múmia eram retirados e guardados em vasos canópicos, que eram colocados no sarcófago junto com a múmia. Sem seus vasos canópicos, ou seja sem seus órgãos, Amón não tem energia e a única saída que ele encontra é se conectar com Lily através de um encantamento e assim poder usar a energia vital dela para se manter "vivo".

       "__Você não esta entendendo. Sem os meus jarros, eu preciso compartilhar da sua força vital.
     __ Compartilhar da minha.... Bom, olhe só,  é que neste momento eu estou usando a minha força vital, entende?"

Amon conta a Lily que a cada mil anos ele e os dois irmãos são despertados para juntos realizarem um ritual no dia do alinhamento planetário, que irá manter a paz sobre o Egito por mais mil anos.  É claro que a principio Lily não acredita nele e até tenta leva-lo ao um hospital achando que trata-se de um doente mental, mas Amon prova através de sua magia que de fato é o deus do sol.

Estando ligada a Amon, a jovem Lily aceita viajar com ele até o Vale dos Reis, no Egito, para encontrar os irmãos dele e realizar o ritual e é claro que os dois vão encontrar muitos problemas e aventuras no caminho. Um romance entre os dois vai surgindo lentamente, mas Amon se nega a se relacionar com Lily devido a um forte motivo, mas Lily não sabe disso e se sente rejeitada, então já dá pra sentir o drama né.

"O símbolo é um sinal de proteção do deus do sol e um lembrete: quando somos privados de tudo aquilo que valorizamos, finalmente conseguimos ver a verdade".

O livro tem de tudo, aventura, romance, suspense e humor, existem passagem muito divertidas. É uma história que com certeza vai te envolver e o final dela já dá o gancho bombástico para os próximos volumes, que já foram lançado. 

                            

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