Resenha: O CASO DOS DEZ NEGRINHOS (Agatha Christie)

Hoje vou falar de um dos meus livros preferidos, que eu já li e reli várias vezes. A edição que eu tenho é bem antiga e ainda tinha o título de O caso dos dez negrinhos, mas hoje em dia as novas edições vem com o título E não sobrou nenhum. 

O caso dos dez negrinhos foi escrito pela rainha do crime, Agatha Christie e é o livro mais vendido dela. 

A história se passa na isolada Ilha do Negro e não tem um protagonista em especial. Oito pessoas, que não se conhecem, recebem uma carta os convidando para passarem um fim de semana na ilha. A carta esta assinada apenas pelas iniciais do casal U.N.Owen, mas eles não sabem quem é essa pessoa. E aí você deve estar se perguntando como alguém aceita um convite para passar uns dias na casa de um estranho? Porque a carta contém fatos de coisas pessoais do destinatário, e faz parecer que é de amigo que eles não veem há anos, portanto todos acabam aceitando o convite, afinal todos merecem uns dias de descanso.

Os oito chegam a ilha e são avisados de que como o mar esta bravo, o barco não ficará lá e irá retornar apenas na segunda feira para busca-los. Chegando na casa, os oito convidados conhecem dois empregados, o senhor e a senhora Roger. O casal também não conhece os donos da casa, eles foram contratados para  trabalhar durante o fim de semana na ilha, mas lá chegando encontraram apenas uma carta dos donos dizendo que não poderiam ir, mas que eles cuidassem bem dos convidados.  Então nesse momento a ilha contém dez pessoas, os oito convidados mais os dois empregados. Eis aí os dez negrinhos.

Todos se apresentam e começam achar estranho que ninguém saiba de fato quem são os donos da casa. Naquela noite após o jantar, uma voz estranha vinda de um auto-falante na parede da sala começa a dizer coisas e a fazer revelações pessoais de cada uma das dez pessoas. É como se cada um deles fosse, de alguma forma, culpado pela morte de alguém. 

Todos ficam assustados e indignados e querem sair da ilha, mas não podem pois devido ao mar agitado não tem barco. Não tem saída, eles precisam ficar na ilha. Logo eles percebem que na parede existe um poema e dez estatuetas de negrinhos, a principio ninguém dá bola para isso, até que a primeira morte acontece.  Então alguém percebe a morte ocorrida tem a ver com a primeira frase do poema e que agora só restam nove estatuetas. Então uma nova morte ocorre, numa situação que lembra a segunda frase do poema, e mais uma estatueta some, restando apenas oito.  

A medida que as mortes vão ocorrendo, os que restaram entram em pânico, eles tentam fugir das situações do poema e a principio acham que há um assassino na ilha, fazem uma busca geral, mas não encontram ninguém, só eles estão ali, o que significa que o assassino é um deles. 

Claro que não vou dar spoiler, mas digo que vale muito a pena ler esse livro, é sensacional.

A seguir deixo o poema para vocês irem sentindo o gostinho da história.

Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
Um deles se engasgou, e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito;
Um deles cai no sono, então ficaram oito.
Oito negrinhos vão a Devon em charrete;
Um deles quis ficar, então restaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta então ficaram seis;
Seis negrinhos de uma colmeia fazem brinco;
A abelha picou um, então ficaram cinco.
Cinco negrinhos vão ao fórum, a tomar os ares;
Um deles foi julgado, então ficaram dois pares;
Quatro negrinhos vão ao mar, a um tragou de vez
O arenque defumado, então ficaram três.
Três negrinhos passeando no zoológico. E depois?
O urso abraçou um, então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando no sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, então ficou só um.
Um negrinho esta sozinho, é só um
Ele se enformou e não sobrou nenhum.




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